O advogado ítalo-americano Martim de Luca, que integra o núcleo jurídico do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, manifestou severas críticas à postura do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), em relação aos processos eleitorais brasileiros. O jurista levantou questionamentos sobre a legitimidade da atuação do magistrado, citando o histórico de Zanin como defensor do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva em processos criminais do passado.
De Luca destacou o que considera uma interferência indevida na autonomia do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo o advogado, decisões que afetam o rito de votação e prazos eleitorais deveriam respeitar o aval da corte especializada, em vez de serem fruto de decisões monocráticas ou interpretações isoladas do STF. Para o especialista conservador, a manutenção de garantias democráticas depende da imparcialidade e da clara separação entre os defensores de políticos e os juízes que decidem o pleito.
A crítica reforça o coro de setores da direita que observam com desconfiança a presença de antigos advogados particulares de lideranças políticas nos tribunais superiores. De Luca aponta que o sistema de freios e contrapesos fica fragilizado quando as instituições parecem atuar de forma a beneficiar ou proteger um grupo político específico, ferindo a percepção pública de justiça e transparência eleitoral.
As declarações ocorrem em um momento de intensa polarização sobre o papel do Judiciário na condução das eleições brasileiras. A discussão sobre a independência do TSE frente aos ministros indicados recentemente por Lula ganha novos contornos com a análise externa, sugerindo que a imagem internacional do sistema jurídico nacional pode estar em xeque devido ao ativismo e às ligações pretéritas de seus membros.
