Em um novo capítulo que expõe as vísceras do governo petista, a advogada e lobista Roberta Luchsinger rompeu o silêncio em entrevista à CNN Brasil, rebatendo declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Luchsinger, que era íntima de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, classificou o mandatário como 'mentiroso' e revelou a rotina de influência do filho do presidente sobre ministros de Estado.
Segundo a advogada, as afirmações de Lula de que seu filho não se envolvia com membros do primeiro escalão são falsas. Ela relatou que Lulinha mantinha contatos semanais com ministros, incluindo viagens para a residência do titular da Educação, Camilo Santana. Luchsinger afirmou que o trânsito era 'notório' e que o filho do presidente participava de discussões sobre a liberação e comercialização de extrato de maconha (canabidiol), projeto pelo qual ela trabalhava nos bastidores para viabilizar compras bilionárias pelo Ministério da Saúde.
A decisão de expor o esquema, segundo Roberta, ocorreu após ela se sentir desamparada e ser chamada de 'pilantra' pelo presidente em entrevistas. Ela alega estar sofrendo ameaças de morte e teme pela vida de suas filhas. 'A partir do momento em que o presidente marca na minha testa que sou pilantra, ele autoriza agressões. Qualquer coisa que me aconteça terá a mão dele', disparou a lobista, chamando a atitude de Lula de 'covarde e de mau caráter'.
"Lula é mentiroso e eu posso provar", diz Roberta.
Investigações da Polícia Federal apontam para a existência de uma 'sociedade oculta' entre Roberta, Lulinha e Fernando Bittar — este último conhecido como o proprietário formal do sítio de Atibaia. O grupo atuaria de forma coordenada para defender interesses privados junto à administração federal. Em mensagens interceptadas, Roberta afirmava que Lula teria lhe oferecido cargo no governo, mas ela preferiu atuar na informalidade ao lado de Lulinha, a quem descrevia como alguém que 'entra em campo quando precisa' para se preservar.
A influência da lobista chegava ao ponto de interferir na agenda presidencial através de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o 'Marcola', ex-chefe de gabinete de Lula. Roberta teria pago mais de R$ 217 mil em despesas pessoais de Marcola, incluindo joias e parcelas de carro, enquanto articulava reuniões no Ministério da Saúde para favorecer o empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, o 'Careca do INSS', em um negócio estimado em R$ 1 bilhão. Diante do caos na antessala do poder, Roberta não poupou críticas: 'Ou o presidente é um mentiroso, ou está senil'.
