A lobista Roberta Luchsinger tomou a decisão drástica de enviar suas duas filhas para o exterior após alegar estar sofrendo ameaças de morte. Em declarações recentes à CNN Brasil, ela expressou temor pela integridade física de sua família e responsabilizou diretamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por qualquer eventualidade negativa que possa ocorrer com elas.

O rompimento público com o mandatário ocorreu após episódios de tensão entre ambos. Roberta, que anteriormente se identificava como sócia de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, afirmou que as intimidações se intensificaram depois que o presidente a chamou de 'pilantra' em uma transmissão nacional. Diante do cenário, a lobista manifestou a intenção de colaborar com a Justiça por meio de um acordo de delação premiada.

As filhas da lobista possuem laços familiares que facilitam a movimentação para fora do país. A caçula, de 16 anos, é filha do ex-delegado da Polícia Federal e ex-deputado Protógenes Queiroz, que atualmente reside na Suíça. A primogênita, Valentina, de 21 anos e estudante de Direito, também deve embarcar em breve. Ambas mantêm proximidade com Queiroz.

Um fator determinante para a saída das jovens foi um acidente automobilístico envolvendo Valentina, ocorrido no início deste mês em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. O episódio ainda é tratado com cautela e está sob investigação policial.

Eu tenho todas as piores medidas cautelares que você possa imaginar em cima de mim, que atacam direto a vida das minhas filhas. A minha filha sofreu um acidente de carro em São Bernardo do Campo, há duas semanas atrás. Eu sequer pude ir lá, porque eu não posso sair de São Paulo. Até agora é um mistério.

Impedida de deixar a capital paulista por restrições judiciais, Roberta descreveu o acidente como um 'mistério'. O clima de insegurança relatado pela lobista ocorre em meio ao seu afastamento definitivo do círculo de influência do governo, com promessas de revelações que podem impactar o cenário político.