A fome do Estado brasileiro por recursos segue batendo recordes sob a gestão petista. Em setembro, a arrecadação federal atingiu a marca histórica de R$ 239,384 bilhões, um salto real de 5,62% em comparação ao mesmo mês de 2024. Trata-se do maior valor arrecadado para o mês de setembro desde o início da série histórica em 1995, evidenciando o peso da carga tributária sobre o setor produtivo e o cidadão.
No acumulado dos primeiros nove meses de 2026, os cofres da União já receberam a cifra astronômica de R$ 2,351 trilhões, um avanço real de 6,97% acima da inflação. Sem o ajuste inflacionário, a alta bruta em setembro chegou a 10,45%. As receitas geridas diretamente pela Receita Federal somaram R$ 231,426 bilhões no mês, enquanto outros órgãos, beneficiados pelos royalties de petróleo, arrecadaram R$ 7,958 bilhões — um crescimento expressivo de 26,31%.
O apetite arrecadatório foi impulsionado por medidas extraordinárias, como o imposto de exportação sobre combustíveis, que rendeu R$ 2,943 bilhões apenas em setembro. Esta taxação de 12% sobre o petróleo bruto foi implementada pelo governo para tentar cobrir os buracos gerados por subsídios, funcionando como uma espécie de 'pedágio' sobre a produção nacional, somando R$ 12,869 bilhões no ano.
Apesar da alta generalizada, o IOF apresentou queda de 9,06% no mês, somando R$ 8,041 bilhões. O recuo ocorre sobre uma base de comparação elevada, já que no ano anterior o governo Lula havia subido as alíquotas do tributo para tentar fechar as contas fiscais de 2025 e 2026. Mesmo com a queda mensal, o acumulado anual do IOF ainda registra alta de 19,49%. Outro destaque negativo para o contribuinte foi o IRRF sobre rendimentos de capital, que subiu 9,68% devido à manutenção de juros e rendimentos fixos elevados.
Um ponto de atenção é a frustração de expectativas em relação à taxação de lucros e dividendos, medida criada para compensar a isenção de IRPF prometida em campanha. A equipe econômica esperava arrecadar R$ 28 bilhões em 2026, mas já revisou o valor para apenas R$ 10,5 bilhões. Até agora, o montante arrecadado é de R$ 5,26 bilhões no acumulado do ano. Já o mercado de apostas on-line ('bets'), antes de sofrer restrições via medida provisória, injetou R$ 11,116 bilhões no caixa do governo entre janeiro e setembro.
