A capital russa enfrentou um dos cenários mais críticos desde o início das hostilidades com a Ucrânia. Um ataque massivo de drones de longo alcance atingiu alvos estratégicos e áreas residenciais em Moscou, expondo vulnerabilidades no sistema de defesa aérea do Kremlin. A ofensiva, composta por múltiplas ondas de aeronaves não tripuladas, resultou no fechamento do espaço aéreo, cancelamento de centenas de voos e sérios danos à infraestrutura energética russa.
O ponto nevrálgico do ataque foi a refinaria de Kapotnya, operada pela gigante Gazprom Neft. A unidade é vital para a economia local, sendo a principal fornecedora de combustível para a região metropolitana de Moscou. Testemunhas registraram explosões violentas e chamas altas no complexo industrial; em um dos vídeos compartilhados, a tampa de um reservatório de petróleo é arremessada ao ar pela força da detonação. Além das instalações industriais, drones também atingiram edifícios civis, gerando pânico na população local.
Embora o Ministério da Defesa da Rússia tenha afirmado a interceptação de mais de 550 drones em diversas províncias, a quantidade de aparelhos que rompeu o cerco antiaéreo evidenciou a dificuldade russa em proteger alvos prioritários. A ofensiva paralisou aeroportos e deixou moscovitas atônitos com a livre circulação de drones ucranianos sobre o céu da metrópole. Atualmente, a defesa da capital depende de três camadas distintas de sistemas integrados, que se mostraram sobrecarregados pela escala da operação.
A escalada bélica em 2026 reflete uma mudança de patamar no conflito. Kiev redirecionou seus esforços para atingir o coração financeiro e logístico da Rússia, mirando depósitos de combustível e bases militares para asfixiar a máquina de guerra de Vladimir Putin. Em contrapartida, as forças russas mantêm bombardeios severos contra cidades como Kiev, Dnipro e Kharkiv, utilizando centenas de mísseis e drones de origem iraniana contra a rede elétrica e centros urbanos ucranianos.
O presidente Volodimir Zelenski classificou a incursão contra Moscou como uma represália necessária aos recentes ataques russos que danificaram patrimônios históricos na Ucrânia, como mosteiros e catedrais sob proteção da Unesco. Para sustentar essa estratégia, a Ucrânia realizou um salto tecnológico sem precedentes: o país saltou de poucos fabricantes para mais de 500 empresas de drones, com uma produção que deve chegar a 7 milhões de unidades em 2026. Esse poderio industrial tem atraído o interesse de nações da Otan e parceiros asiáticos, transformando a Ucrânia em um polo global de tecnologia militar não tripulada.
