O bloco liderado pelo partido conservador Likud, do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, mantém a liderança na apuração das eleições legislativas para o Knesset, o Parlamento de Israel. Com 72% das urnas processadas até esta quarta-feira (28), a coalizão de direita soma 54 cadeiras, superando o bloco de oposição, que detém 48 assentos.
Apesar da vantagem numérica, o grupo de Netanyahu ainda não atingiu a marca de 61 deputados necessária para garantir a maioria absoluta no parlamento de 120 membros. Os partidos que representam a minoria árabe somam 18 assentos até o momento, posicionando-se como possíveis fiéis da balança, embora enfrentem forte resistência de ambos os lados.
Do lado opositor, a frente é capitaneada por Gadi Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas. O cenário atual aponta para um impasse político, já que Netanyahu tem se mostrado avesso a alianças com legendas árabes para compor sua base governista. Eisenkot e seus aliados também manifestaram hesitação em depender desse apoio para viabilizar um novo governo.
Este pleito carrega um peso histórico por ser o primeiro realizado após os ataques terroristas de 7 de outubro e o subsequente conflito na Faixa de Gaza. O sistema eleitoral israelense foca na votação em legendas, e não em candidatos individuais. Após a consolidação dos dados, caberá ao presidente do país consultar as siglas para definir quem possui as melhores condições de articular uma coalizão estável.
Embora as projeções iniciais de boca de urna sugerissem uma leve vantagem para a oposição, os dados oficiais parciais reafirmam a resiliência eleitoral de Netanyahu. A expectativa é que o grosso da apuração seja concluído ainda hoje, dando início a um intenso período de negociações de bastidores para a formação do novo gabinete.
