Jair Messias Bolsonaro não poderá votar neste domingo, em mais um capítulo de tensão entre o ex-presidente e o sistema judicial. Já condenado a 27 anos e três meses de prisão, com os direitos políticos suspensos, Bolsonaro foi afastado do processo eleitoral e também submetido a restrições que atingem sua comunicação e sua rotina de contatos.
As medidas impostas incluem a proibição de manifestações político-eleitorais, inclusive por intermédio de terceiros, além da restrição ao uso de celular, redes sociais e à gravação de vídeos ou áudios. O alcance das limitações também atingiu visitas, inclusive a de Flávio Bolsonaro, seu filho, impedido de vê-lo por 90 dias.
Entre aliados e apoiadores, cresce a avaliação de que a condenação teve forte conteúdo político, em um ambiente marcado por polarização e por críticas ao peso das decisões judiciais sobre a disputa pública. Já para seus adversários, trata-se de consequência de um processo legal que levou à sua inelegibilidade.
A ausência de Bolsonaro na votação contrasta com a previsão legal de participação eleitoral de presos provisórios, categoria da qual ele não faz parte. Como já foi condenado e teve os direitos políticos suspensos, seu caso segue outra regra.
Neste domingo, Bolsonaro não vota. Mas sua ausência, longe de encerrar o debate, tende a manter vivo o embate sobre o poder ilimitado da Justiça e o lugar de destaque que Bolsonaro ainda ocupa na política brasileira. Mesmo preso e incomunicável, seu exemplo, sua história, sua conduta e sua incorruptibilidade continuam cada vez mais fortes no coração de cada brasileiro de bem desta nação.
