As operações no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, localizado em Confins (MG), foram retomadas na tarde deste sábado (26) após um episódio de instabilidade na infraestrutura da pista. A detecção de um buraco no asfalto forçou a interrupção imediata de pousos e decolagens, gerando transtornos significativos para centenas de viajantes que planejavam utilizar o terminal mineiro.

A liberação da pista ocorreu às 15h08, depois que equipes de manutenção finalizaram um reparo emergencial em um ponto específico do pavimento. Durante o período de interdição, o saguão do aeroporto registrou cenas de superlotação e filas extensas, com passageiros aguardando definições sobre seus itinerários.

Em comunicado oficial, a administração do aeroporto informou que está em coordenação com as empresas aéreas para normalizar o fluxo de voos gradualmente. A concessionária orientou que os clientes verifiquem o status das viagens diretamente com as operadoras e reiterou que a suspensão foi necessária para garantir a segurança operacional, prioridade máxima da gestão.

Apesar da reabertura, o impacto logístico foi severo. Há uma divergência considerável entre os dados preliminares da administração aeroportuária e os números reportados pelas companhias. Enquanto o aeroporto mencionou inicialmente apenas três atrasos e seis cancelamentos, as empresas aéreas pintam um cenário muito mais crítico.

A Azul reportou o cancelamento de 41 voos e o atraso de outros 36. Por sua vez, a Gol registrou 45 cancelamentos, divididos entre 22 chegadas e 23 partidas que não puderam ser realizadas. A Latam reforçou, em nota, seu compromisso com os padrões técnicos e a segurança de passageiros e tripulantes diante do imprevisto na infraestrutura local.

As empresas garantiram que o atendimento aos passageiros afetados segue as normas da Resolução 400 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que prevê assistência em casos de atrasos e cancelamentos. O episódio levanta novos questionamentos sobre a manutenção de ativos de infraestrutura essenciais para a conectividade do país.