O candidato à Presidência da República pelo Avante, o médico psiquiatra e escritor Augusto Cury, deixou de informar à Justiça Eleitoral a existência de três empresas sediadas nos Estados Unidos das quais é sócio. O patrimônio ocultado na declaração enviada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi revelado inicialmente pelo jornal Folha de S.Paulo.

As companhias que ficaram de fora da lista oficial de bens do presidenciável são a Cury Academia Comportamental, a Contemplare Investments e a Free Mind Publish. A campanha do candidato, que ocupa a terceira posição no mais recente levantamento da pesquisa Quaest, admitiu a falha e prometeu regularizar a situação perante o órgão eleitoral.

Em nota oficial, a assessoria de Cury minimizou a omissão, classificando o episódio como um equívoco técnico envolvendo ativos de baixo impacto financeiro.

"São participações inexpressivas no patrimônio, empresas inativas ou sem rendimentos. Eventuais inconsistências pontuais nas informações prestadas serão corrigidas nos termos da lei", afirmou a equipe do candidato.

Apesar da admissão do erro, a campanha não detalhou qual a porcentagem de participação societária de Augusto Cury em cada uma das três firmas norte-americanas, nem os valores nominais que essas empresas representam no montante total da fortuna declarada pelo escritor. Segundo as regras eleitorais brasileiras, os candidatos são obrigados a listar a totalidade de seus bens e investimentos, tanto no Brasil quanto no exterior, para garantir a transparência do pleito.