O governo dos Estados Unidos subiu o tom contra o regime de Teerã e anunciou que as companhias aéreas iranianas estarão impedidas de operar globalmente a partir da próxima quarta-feira, 23 de setembro. A medida faz parte de uma ofensiva coordenada pela gestão de Donald Trump para asfixiar as fontes de recursos que sustentam as atividades internacionais do Irã.

Em entrevista à rede CNBC, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, foi enfático ao descrever o alcance das novas sanções. Segundo ele, qualquer aeronave comercial do Irã que pousar em aeroportos estrangeiros ficará sem assistência. Isso inclui a proibição de reabastecimento, serviços de solo e a venda de bilhetes aéreos.

O cerco americano também prevê represálias severas para quem colaborar com o setor aéreo iraniano. > Se pousarem, não serão reabastecidas, não receberão serviços de pouso, não poderão vender passagens, afirmou Bessent, completando que qualquer agente que ignorar o bloqueio será sumariamente excluído do sistema financeiro baseado no dólar, o que representa uma morte civil econômica no mercado global.

A pressão da Casa Branca já gera efeitos práticos imediatos em diversos países. Fontes no Iraque confirmaram que Bagdá deve suspender as operações com aeronaves iranianas. A Geórgia também já vetou a utilização de seu espaço aéreo pelo país islâmico. Paralelamente, a Mahan Air, uma das principais operadoras iranianas, informou que foi obrigada a interromper voos para a Turquia após um pedido formal do governo turco.

Além das transportadoras aéreas, o Departamento do Tesouro dos EUA estendeu as sanções a uma rede de apoio que inclui empresas sediadas fora do Irã que prestam assistência técnica ou logística ao setor. No início do mês, a administração Trump já havia incluído na 'lista negra' todas as empresas aéreas remanescentes que ainda não haviam sido atingidas por restrições anteriores.

O endurecimento das medidas ocorre em um momento de alta tensão no Oriente Médio, onde o Irã mantém confrontos indiretos com Israel e os Estados Unidos. O anúncio de Scott Bessent foi feito logo após uma reunião com o vice-primeiro-ministro da China, He Lifeng. O diálogo com Pequim é considerado crucial, uma vez que a China permanece como o principal parceiro econômico e tábua de salvação financeira do regime dos aiatolás.