A Coreia do Norte voltou a elevar a tensão militar na Ásia neste domingo (20) ao realizar o disparo de um novo projétil em direção ao Mar do Leste. O movimento, reportado pela agência sul-coreana Yonhap, ocorre em um cenário de desafio direto à comunidade internacional e reforça a postura beligerante da ditadura comunista de Kim Jong-un.

As Forças Armadas da Coreia do Sul confirmaram o lançamento do artefato não identificado e informaram que o estado de prontidão e vigilância foi elevado. Segundo o comando militar de Seul, há uma coordenação estreita de inteligência com os Estados Unidos e o Japão para monitorar a trajetória e as especificações técnicas do míssil.

O gabinete do primeiro-ministro japonês também emitiu um alerta sobre o disparo do que classificou como um 'suspeito míssil balístico'. Pouco tempo depois, o Ministério da Defesa do Japão comunicou que o objeto já havia caído no mar, sem registrar danos imediatos, mas ressaltando a ameaça constante à segurança regional.

Esta nova provocação militar ocorre pouco mais de uma semana após o regime de Pyongyang testar diversos mísseis balísticos de curto alcance, manobra que foi justificada pela ditadura como um treinamento com munição real. O momento dos testes não é por acaso: o regime norte-coreano recentemente rechaçou com veemência uma resolução da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), ligada à ONU, que exigia a interrupção imediata de seu programa de desenvolvimento nuclear.

Ao justificar a continuidade de seus testes armamentistas, a Coreia do Norte alegou estar se defendendo de 'forças hostis' que tentariam cercear sua soberania durante a última Conferência Geral da AIEA. O endurecimento da retórica de Kim Jong-un e a frequência das demonstrações de força indicam que o eixo liderado por Pyongyang ignora as sanções internacionais, mantendo o foco na expansão de seu arsenal ofensivo.