Mesmo diante de uma crise técnica aguda que coloca em xeque a gestão do futebol no Parque São Jorge, a diretoria do Corinthians optou pela manutenção do técnico Fernando Diniz. Após a sexta derrota consecutiva no Campeonato Brasileiro, consolidada neste domingo (20), o diretor executivo Marcelo Paz veio a público para ratificar a permanência do treinador, alegando que o grupo de jogadores apoia integralmente o trabalho.
A decisão pela continuidade ocorre em um momento de extrema pressão. O revés por 3 a 1 diante do Fluminense igualou a marca negativa de 2006, quando o clube também somou seis derrotas seguidas na competição nacional. Em um gesto que tenta demonstrar autoridade em meio ao caos, Paz afirmou que a decisão conta com o aval direto do presidente Osmar Stabile e do departamento de futebol.
Decidimos permanecer com o trabalho. A decisão é pela continuidade e está validada pelos jogadores. Os atletas confiam no trabalho. É importante ter essa transparência e clareza. Pode gostar ou não, mas queria eliminar qualquer possibilidade de especulação. O trabalho segue.
O dirigente enfatizou que a cúpula alvinegra acredita na recuperação sob o comando de Diniz, apesar de o time estar perigosamente próximo da zona de rebaixamento. Atualmente na 14ª posição, o Corinthians está apenas três pontos acima do Z4. A seca de vitórias no Brasileirão perdura desde o dia 9 de agosto, quando o time superou o Bragantino. Desde então, acumulou fracassos contra Cruzeiro, Coritiba, Santos, Chapecoense, Flamengo e, agora, Fluminense.
Historicamente, a situação atual é alarmante. A pior sequência registrada pelo clube ocorreu no ano 2000, com nove derrotas seguidas. O fantasma do rebaixamento de 2007, ano em que o clube somou quatro revezes consecutivos antes da queda, também volta a assombrar a torcida. Com as eliminações precoces na Libertadores e na Copa do Brasil, o foco total passa a ser a sobrevivência na Série A, tendo o confronto direto contra o Internacional na próxima rodada como divisor de águas.
