O Cristo Redentor completou 95 anos nesta segunda-feira, 12 de outubro, com uma programação religiosa, cultural e social no Rio de Janeiro. Inaugurado em 1931, o monumento foi celebrado no alto do Corcovado, no mesmo dia em que a é comemorado o dia das crianças.
No Centro de Visitantes Paineiras, a programação começou com a abertura da mostra “Cristo Redentor – Rumo aos 100 Anos”, que reúne obras de arte, fotografias históricas, maquetes e outros registros ligados à trajetória do monumento. Parte do acervo deverá integrar o futuro Museu do Cristo Redentor. A manhã também teve missa em ação de graças, presidida pelo arcebispo do Rio, cardeal Orani João Tempesta, e lançamento de um selo postal comemorativo criado pelo artista Oskar Metsavaht.
As celebrações religiosas seguiram ao longo do dia, com missas e a oração do Ângelus. No santuário, fiéis acompanharam a cerimônia de aniversário e a inauguração da mostra.
A programação também se estendeu ao Centro da cidade. Na Catedral Metropolitana de São Sebastião, a Ação de Amor do Cristo Redentor ofereceu serviços gratuitos de saúde e empregabilidade, além de atividades para crianças e atendimentos voltados a pessoas em situação de vulnerabilidade. A expectativa divulgada antes do evento era atender cerca de duas mil pessoas.
As comemorações de outubro incluem ainda a campanha “Clássico é Brincar”, que busca arrecadar 10 mil brinquedos e livros infantis até 31 de outubro. A iniciativa conecta o aniversário do monumento a ações sociais para crianças em situação de vulnerabilidade.
Cristo Redentor: da ideia no século XIX ao reconhecimento como uma das Novas Sete Maravilhas do Mundo
Erguido no alto do Corcovado, monumento foi inaugurado em 1931 e se tornou símbolo do Rio de Janeiro e do Brasil
Do alto do Corcovado, de braços abertos sobre o Rio de Janeiro, o Cristo Redentor é hoje um dos monumentos mais conhecidos do mundo. Sua história, porém, começou muito antes da construção: a ideia de instalar uma imagem religiosa no morro surgiu em 1859, atribuída ao padre francês Pierre-Marie Boss. O projeto ganhou força décadas depois, durante os preparativos para o centenário da Independência do Brasil.
Em 1921, uma comissão escolheu o Corcovado para receber o monumento, após considerar outros locais, como o Pão de Açúcar. No ano seguinte, foi selecionado o projeto do engenheiro brasileiro Heitor da Silva Costa. A proposta artística foi desenvolvida com a participação do desenhista Carlos Oswald, enquanto o escultor Paul Landowski trabalhou na modelagem da cabeça e das mãos.
Uma obra de engenharia e colaboração
A imagem passou por mudanças durante a concepção. Os primeiros desenhos mostravam Cristo segurando uma cruz; a solução final foi a figura de braços abertos, cuja silhueta também evoca uma cruz. A construção começou em 1926 e mobilizou profissionais, doações e campanhas de arrecadação organizadas pela Igreja. uol.com.br1
Com 38 metros de altura, incluindo o pedestal, o monumento foi feito de concreto armado e revestido com milhares de peças de pedra-sabão. A cabeça e as mãos foram moldadas em Paris e transportadas ao Brasil para a montagem. A obra foi inaugurada em 12 de outubro de 1931, após cinco anos de construção.
Reconhecimento internacional
Em 2007, o Cristo Redentor foi escolhido como uma das Novas Sete Maravilhas do Mundo, em uma votação internacional promovida pela iniciativa New7Wonders. O reconhecimento ampliou ainda mais a projeção global do monumento, já associado à paisagem carioca e à imagem do Brasil.
Mais que um marco religioso e turístico, o Cristo tornou-se parte da identidade visual do Rio de Janeiro. Sua presença no alto do Corcovado reúne arquitetura, engenharia, fé e história — e mantém, quase um século após a inauguração, a imagem de acolhimento que seus braços abertos passaram a representar.
Símbolo do Rio de Janeiro e do Brasil, o Cristo Redentor foi inaugurado em 12 de outubro de 1931. Ao chegar aos 95 anos, o santuário inicia a contagem regressiva para o centenário, previsto para 2031.
