Os dados detalhados mostram que 47% dos eleitores classificam a atuação do STF como ruim ou péssima. Em contrapartida, o índice dos que aprovam o trabalho dos ministros, considerando-o ótimo ou bom, não passa de 18%. O levantamento ouviu 2.002 eleitores e apresenta margem de erro de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
A percepção pública sobre a mais alta Corte do país atingiu um patamar crítico, revelando um profundo distanciamento entre a cúpula do Judiciário e a vontade popular. Segundo levantamento do instituto Datafolha divulgado neste sábado (26), a rejeição ao Supremo Tribunal Federal (STF) escalou para o nível mais alto desde que a série histórica foi iniciada, em 2019. Quase metade dos brasileiros hoje reprova abertamente a conduta dos magistrados.
A polarização política do país reflete-se diretamente na avaliação da Corte. Entre os apoiadores do presidente Lula (PT), a aprovação é maior, com 32% considerando o trabalho positivo. Contudo, o cenário se inverte drasticamente no campo conservador. Entre os eleitores alinhados ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a reprovação atinge impressionantes 69%, enquanto apenas 6% veem a atuação dos ministros com bons olhos.
A influência da Corte no equilíbrio entre os poderes também é motivo de preocupação para o eleitorado. Para 33% dos entrevistados, as decisões e a postura dos ministros acabam prejudicando mais do que beneficiando as candidaturas da oposição à Presidência. Por outro lado, 23% acreditam que as ações do tribunal geram mais prejuízos do que bônus para a figura de Lula.
Diante do cenário de desconfiança e dos recentes episódios envolvendo supostas ligações de ministros com o setor financeiro — como o caso do Banco Master —, além dos frequentes embates internos entre os próprios magistrados, a sociedade demonstra desejo por mais transparência. A pesquisa revelou que 45% dos brasileiros são favoráveis à implementação de um Código de Ética e Conduta específico para os integrantes do STF, medida vista como um freio necessário, enquanto 33% se posicionaram de forma contrária.
O estudo estatístico foi devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00304/2026, consolidando um retrato de uma magistratura que enfrenta um desafio sem precedentes de legitimidade perante o povo brasileiro.
