O comércio brasileiro respira otimismo com a aproximação do Dia das Crianças. De acordo com um levantamento realizado pelo Instituto Datafolha a pedido da Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços), a data deve injetar R$ 20,2 bilhões na economia nacional. O montante representa um crescimento real de 7,5% em comparação aos R$ 18,9 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior.

A força da data, que também celebra o feriado religioso de Nossa Senhora Aparecida, mobiliza 70% da população brasileira, que manifestou intenção de ir às compras. Os brinquedos seguem como a preferência absoluta, citados por 57% dos entrevistados, reforçando o caráter tradicional da celebração. O setor têxtil aparece em segundo lugar, com 27% das menções para vestuário e acessórios, enquanto itens esportivos somam 12%.

Regionalmente, o Sudeste lidera o volume total de recursos movimentados, com uma expectativa de R$ 8,8 bilhões. Entretanto, é no Centro-Oeste que o ticket médio se destaca como o maior do país, chegando a R$ 298 por presente. O Sul e o Sudeste seguem de perto, com gastos médios de R$ 227 e R$ 232, respectivamente.

O estudo ressalta o vigor das lojas físicas, que continuam sendo o canal preferido de 63% dos consumidores. Essa predileção pelo contato direto e pela pronta entrega é ainda mais forte nas regiões Norte e Nordeste. Nas classes D e E, a compra presencial atinge 73%, evidenciando a relevância do comércio local e de rua para as famílias de menor renda.

"A pesquisa reforça a confiança do brasileiro no consumo presencial, especialmente nas classes que valorizam a experiência da escolha direta nas prateleiras", aponta o relatório da Abecs.

Em relação às formas de pagamento, o uso de cartões será a escolha de 38% dos compradores. O crédito é a opção de 23%, sendo que a maioria desses consumidores (63%) pretende utilizar o parcelamento para gerir o orçamento familiar. A modalidade é especialmente popular entre mulheres e indivíduos das classes A e B, onde a penetração dos meios eletrônicos atinge 55%. As vendas digitais, embora consolidadas, respondem por 33% das intenções, com maior adesão entre o público masculino e a faixa etária dos 35 aos 44 anos.