O Flamengo deu adeus à Copa Libertadores na última quinta-feira (22 de outubro de 2026), mas a despedida melancólica no gramado do Maracanã contrastou com o vigor financeiro demonstrado nas arquibancadas. O duelo contra o Estudiantes estabeleceu o novo recorde de bilheteria do futebol brasileiro no ano, arrecadando a cifra bruta de R$ 13.149.278.

Apesar da eliminação nos pênaltis após um empate sem gols no tempo regulamentar, a partida evidenciou a força da marca Flamengo no mercado esportivo. A precificação dos ingressos refletiu o status de um dos clubes mais valiosos do continente: setores convencionais custavam entre R$ 400 e R$ 600 para o público geral, enquanto a área VIP Maracanã Mais chegava a R$ 2.500.

Este resultado financeiro desbanca o recorde anterior, que pertencia à final da Supercopa do Brasil entre Flamengo e Corinthians. Naquela ocasião, o Mané Garrincha, em Brasília, registrou uma renda de R$ 12,6 milhões. Com o novo dado, o clube carioca consolida sua hegemonia comercial, figurando em oito das dez maiores rendas registradas em 2026.

A capacidade de consumo da torcida rubro-negra já havia sido testada em agosto, quando o clube se tornou o primeiro do país a ultrapassar a barreira de 1 milhão de ingressos vendidos como mandante no ano. A lista das dez maiores arrecadações da temporada é dominada pelo Maracanã, que sediou oito desses confrontos, reafirmando o estádio como o principal palco de geração de receita direta do esporte nacional.

As únicas exceções no top 10 que não envolveram o Flamengo foram o clássico mineiro entre Cruzeiro e Atlético-MG e o duelo entre Vasco e Boca Juniors pela Copa Sul-Americana. No terceiro lugar geral da lista, aparece outra partida flamenguista: a decisão da Recopa Sul-Americana contra o Lanús, que movimentou R$ 8,6 milhões.

Embora o sucesso financeiro seja inegável, o revés esportivo encerra a trajetória do time na competição continental. O Estudiantes, algoz dos brasileiros, agora segue para a grande final da Libertadores, onde enfrentará o Palmeiras.