Na reta final da campanha presidencial, o candidato do PT, Luiz Inácio da Silva, gerou controvérsia durante o debate da TV Globo realizado na noite desta sexta-feira, 23. Sem fundamentar sua declaração em dados ou evidências, o petista disparou críticas generalizadas contra a população do Sul e do Sudeste, alegando que os habitantes dessas regiões ignoram as necessidades do Nordeste.

Segundo o ex-presidente, existe um sentimento de desdém por parte dos sudestinos e sulistas em relação aos nordestinos. O petista afirmou que o Nordeste é tratado como algo que não merecesse respeito, tentando criar uma clivagem regional em meio à disputa eleitoral acirrada.

Em resposta imediata, o senador Flávio Bolsonaro (PL), que lidera a disputa presidencial, rebateu a narrativa de divisão. O candidato da direita assegurou que, se eleito, manterá uma gestão republicana com todos os governadores da região, independentemente do espectro ideológico. Flávio citou nominalmente Raquel Lyra (PSD), governadora de Pernambuco, como exemplo de liderança com quem pretende dialogar, lembrando que ela derrotou o palanque apoiado por Lula no estado.

'As pessoas do Sul e do Sudeste nunca se preocupam com o Nordeste. Tratam o Nordeste com desdém, como uma coisa que não merecesse respeito.' — Luiz Inácio Lula da Silva.

Flávio Bolsonaro aproveitou o confronto para destacar as falhas das gestões petistas passadas, apontando a incapacidade do PT em concluir a transposição do Rio São Francisco em mais de uma década no poder. Ele relembrou que a finalização da obra estratégica para o semiárido foi mérito da gestão de Jair Bolsonaro. O senador também apresentou propostas concretas de infraestrutura, como a criação de uma ferrovia conectando todas as capitais nordestinas, de Salvador a São Luís.

Sobre o aspecto social, o candidato do PL buscou tranquilizar os beneficiários do Bolsa Família, garantindo a continuidade do programa e propondo um incentivo para que o cidadão não perca o auxílio ao conquistar um emprego formal. Flávio Bolsonaro chega ao segundo turno, que ocorre neste domingo, 25, com a vantagem das urnas e o favoritismo apontado por institutos como a Veritá, que o coloca com 51,3% dos votos válidos.