A pressão da ala esquerdista do Partido Democrata nos Estados Unidos contra figuras da direita brasileira ganhou um novo capítulo. Um grupo de congressistas americanos enviou uma carta formal a Marco Rubio, indicado pelo presidente eleito Donald Trump para chefiar o Departamento de Estado, questionando detalhes sobre a entrada do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e de sua família em território americano.

A investida contra o filho do ex-presidente brasileiro ocorre em um momento de transição de poder em Washington, onde a indicação de Rubio — conhecido por sua postura firme contra regimes autoritários de esquerda e sua proximidade com líderes da direita regional — é vista como um baluarte contra o avanço da influência lulista e de seus aliados continentais.

Os parlamentares democratas buscam esclarecimentos sobre os procedimentos adotados pelo Departamento de Estado na concessão de vistos e se houve algum tipo de auxílio logístico ou institucional da pasta para facilitar a viagem do parlamentar brasileiro. A ofensiva é vista por analistas como uma tentativa de desgastar a relação entre a futura administração republicana e os aliados de Jair Bolsonaro, estabelecendo um cerco burocrático sobre figuras conservadoras da América Latina.

Enquanto a pressão externa aumenta, no Brasil, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta turbulências internas. Aliados do Palácio do Planalto já demonstram resistência a medidas de austeridade e começam a articular abertamente o fim do atual arcabouço fiscal. A ala mais ideológica do PT e partidos satélites rejeitam qualquer tipo de ajuste nas contas públicas, defendendo a expansão de gastos mesmo sob o risco de desequilíbrio econômico, o que sinaliza um possível abandono das metas de responsabilidade fiscal em favor da agenda política.