Os governos de Donald Trump e Xi Jinping estabeleceram, nesta sexta-feira (25), um canal direto de comunicação para gerenciar possíveis crises envolvendo a chamada "superinteligência" (SI). O termo, adotado oficialmente por Washington e Pequim em substituição à sigla IA (inteligência artificial), reflete a nova fase de monitoramento tecnológico acordada durante a cúpula presidencial de três dias nos Estados Unidos.
O "Diálogo Estados Unidos–China sobre Superinteligência" servirá como uma mesa permanente de negociações para avaliar tanto os perigos quanto as potencialidades da tecnologia. O presidente Trump, que anteriormente havia manifestado ceticismo quanto à velocidade desenfreada do desenvolvimento desse setor, defendeu o controle das ferramentas, enquanto o líder chinês pregou que tais avanços devem permanecer sob o comando humano para evitar confrontos globais.
Acho que vamos nos sair muito bem. Foi muito positivo para ambos os países.
A declaração foi dada por Trump ao comentar a visita de Xi, que incluiu discussões estratégicas no Museu do Arquivo Nacional. Além da pauta tecnológica, a cúpula rendeu vitórias econômicas pontuais para o setor energético e comercial americano. A China assumiu o compromisso de adquirir 10 milhões de toneladas de carvão dos EUA entre 2027 e 2028, fortalecendo a indústria de base americana. Paralelamente, os líderes selaram um acordo para reduzir tarifas sobre US$ 30 bilhões em bens classificados como "não sensíveis".
A geopolítica do Oriente Médio também esteve no centro das atenções. Trump pressionou Xi Jinping para que a China interceda junto ao Irã, visando a estabilidade no Estreito de Ormuz. Embora a diplomacia chinesa defenda uma solução negociada entre Washington e Teerã, o governo americano mantém a postura de firmeza contra o regime iraniano, rejeitando propostas que exijam o fim imediato de sanções econômicas sem contrapartidas definitivas.
A agenda bilateral segue intensa para o fechamento de 2026. Novos encontros estão confirmados para novembro, durante a cúpula da Apec em Shenzhen, e para dezembro, quando Trump receberá os líderes mundiais do G20 em seu resort Doral, na Flórida. Apesar dos gestos simbólicos, como o envio de novos pandas ao zoológico de Atlanta, temas espinhosos como a soberania de Taiwan e o apoio militar americano à ilha continuam sendo pontos de atrito latentes na relação entre as duas maiores potências do globo.
