Em comício realizado em Porto Alegre (RS) nesta quarta-feira (2), o senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), subiu o tom contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O congressista questionou a autoridade do atual mandatário e criticou seu silêncio diante das recentes revelações envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master.
A reação de Flávio ocorre após a divulgação de mensagens obtidas pela Polícia Federal no aparelho celular de Vorcaro, que sugerem uma relação de proximidade com o magistrado. Durante o ato político, o senador ironizou a gestão federal, afirmando ter dúvidas sobre quem exerce o poder de fato no país, se o petista ou o integrante da Suprema Corte.
"Eu não sei se quem governa o Brasil hoje é o Lula ou o Alexandre de Moraes. Vocês sabem quem é o único candidato à Presidência que ainda não se pronunciou sobre esse escândalo de Alexandre de Moraes? Esse aí, esse tal de Lula", declarou Flávio Bolsonaro aos apoiadores presentes.
O candidato do PL sustentou que a ausência de um posicionamento oficial do Palácio do Planalto reflete uma dependência política e jurídica. Para Flávio, o silêncio de Lula está atrelado às decisões do STF que anularam suas condenações na Operação Lava Jato em 2021, permitindo seu retorno à vida pública.
Segundo o parlamentar, o presidente possui o "rabo preso" e deve sua liberdade e o próprio cargo às decisões de Moraes e seus pares. Em sua fala, Flávio chegou a defender que Lula deixe a presidência por falta de condições de governabilidade.
Além dos ataques diretos, o senador aproveitou para comparar sua mobilização de rua com a do adversário. Flávio afirmou que, ao contrário do petista, ele consegue transitar livremente entre a população, alegando que Lula estaria impedido de "andar no meio do povo".
O evento no Rio Grande do Sul serviu como demonstração de força da direita local. Flávio Bolsonaro esteve acompanhado de figuras centrais do campo conservador gaúcho, como Luciano Zucco (candidato ao governo pelo PL), além de Sanderson (PL) e Marcel Van Hattem (Novo), que buscam vagas no Senado.

