A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acionou a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) nesta sexta-feira (25) por meio de uma notícia-crime. O objetivo é frear o que classifica como uma campanha coordenada de desinformação orquestrada por setores da esquerda e parlamentares governistas, com o intuito de desgastar o cenário político às vésperas de pleitos decisivos.
A denúncia aponta que pelo menos 29 perfis em redes sociais participaram da disseminação de uma narrativa falsa afirmando que o senador teria a intenção de acabar com a devoção à Nossa Senhora Aparecida, a Padroeira do Brasil. Segundo a equipe jurídica do parlamentar, os ataques começaram na noite de quinta-feira (24) e visavam atingir diretamente a sensibilidade religiosa do eleitorado, utilizando-se de um tema sagrado para manipular a opinião pública.
Entre os alvos da ação estão contas influentes no antigo Twitter (atual X), como os perfis @jeferson e @lazarorosa25, apontados como os primeiros a propagar o conteúdo. A gravidade do caso aumenta com a citação de parlamentares da base de apoio do presidente Lula, incluindo o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) e integrantes da vice-liderança do governo na Câmara dos Deputados.
A representação apresentada à PGE não se limita a pedir a punição dos envolvidos, mas clama pela preservação da integridade do processo democrático. A peça jurídica destaca que a proteção solicitada não é apenas para a figura do senador, mas para o próprio cidadão, que corre o risco de ser vítima de "fraudes informacionais" que comprometem a liberdade de escolha no voto.
Às vésperas de uma eleição, o que está em jogo transcende a honra de um candidato. Não se pede proteção ao Noticiante. Pede-se proteção ao eleitor, cujo direito de votar deve estar livre de fraudes informacionais.
O pedido agora aguarda a análise da Procuradoria para a possível abertura de um inquérito criminal. A equipe de Flávio Bolsonaro reitera que o uso político da fé e a disseminação deliberada de mentiras constituem práticas que ferem a legislação eleitoral e precisam ser combatidas com rigor pelo Judiciário.
