O senador Flávio Bolsonaro (PL), que lidera a corrida presidencial após vencer o primeiro turno com quase 2% de vantagem sobre Luiz Inácio Lula da Silva, reforçou seu compromisso com a segurança pública em uma conversa estratégica com o presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella. Durante uma videochamada, o brasileiro solicitou cooperação direta para combater o tráfico de drogas, um dos pilares de seu programa de governo.
Flávio enfatizou que pretende adotar uma postura de tolerância zero contra o crime organizado. Segundo o senador, o intercâmbio de inteligência entre os dois países é fundamental, dada a posição da Colômbia no cenário da produção de cocaína e a extensa fronteira de 1.600 quilômetros compartilhada na região amazônica.
Vou implementar um regime muito duro aqui no Brasil e vou precisar muito conversar com o senhor para a gente ter esse intercâmbio de informações.
O presidente colombiano, que derrotou a gestão de esquerda de Gustavo Petro em agosto sob uma plataforma de lei e ordem, demonstrou total alinhamento com a proposta. Espriella reconheceu que a droga é um problema transnacional e que a cooperação fronteiriça é indispensável para asfixiar as rotas do narcotráfico.
Bolsonaro propôs um pacto de reciprocidade na extradição de criminosos, garantindo que bandidos colombianos em solo brasileiro seriam prontamente entregues às autoridades de seu país de origem. Antecipando-se ao resultado das urnas, o senador já convidou o mandatário colombiano para sua cerimônia de posse.
A aliança reflete o fortalecimento de lideranças conservadoras no continente, inspiradas pelo modelo de Donald Trump. O ex-presidente americano, inclusive, celebrou a performance de Flávio nas urnas, prevendo uma disputa acirrada no segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro.
A transmissão do diálogo ocorreu no canal de Eduardo Bolsonaro, que reside nos Estados Unidos. A família Bolsonaro continua a denunciar o que classifica como perseguição política por parte do Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em Brasília, em uma condenação que seus aliados e familiares apontam como carente de isenção judicial.
