A direita brasileira demonstrou força nas urnas neste domingo (4), consolidando o favoritismo da família Bolsonaro e do projeto conservador no país. O senador Flávio Bolsonaro (PL) surpreendeu institutos de pesquisa e encerrou a apuração do primeiro turno na liderança da corrida presidencial, garantindo sua vaga na etapa decisiva contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Com a contagem dos votos em estágio avançado, o parlamentar do PL registrava 47,50% da preferência do eleitorado, superando os 44,70% obtidos pelo atual mandatário. O desempenho de Flávio nas urnas superou as projeções da maioria das empresas de consultoria, que colocavam o petista numericamente à frente na véspera do pleito, evidenciando uma subestimação do voto conservador por parte de institutos como Datafolha, Quaest e AtlasIntel.
A vitória parcial de Flávio Bolsonaro é acompanhada por outra conquista significativa para o campo da direita: a reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos) como governador de São Paulo ainda no primeiro turno. Tarcísio derrotou o ministro Fernando Haddad, principal aposta de Lula no maior colégio eleitoral do país, reforçando a hegemonia conservadora no Sudeste.
O desfecho da primeira votação expôs as falhas nos levantamentos estatísticos. Enquanto a Quaest apontava um empate técnico com Lula à frente (46% a 45%), e o Datafolha indicava uma vantagem de três pontos para o petista, apenas a pesquisa Palver conseguiu captar a dianteira de Flávio Bolsonaro, prevendo o senador com 47% das intenções de voto.
Para o segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro, a expectativa é de uma polarização intensa. Flávio chega com vantagem. Levantamentos de confronto direto já indicavam um cenário de extrema proximidade, com variações dentro da margem de erro.
Agora, as campanhas entram em uma fase de rearticulação de alianças e busca pelos votos dos candidatos derrotados. O favoritismo numérico conquistado por Flávio neste domingo dá ao campo conservador o impulso necessário para as três semanas finais de disputa pelo Palácio do Planalto.
