A retomada da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, nesta sexta-feira (9), marca o início de uma nova fase nas estratégias de comunicação dos dois postulantes ao Palácio do Planalto. O candidato do PL, Flávio Bolsonaro, deve pautar suas inserções em questões práticas que afetam o dia a dia do cidadão brasileiro, buscando consolidar o voto de quem prioriza resultados concretos.
Em contrapartida, a campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sinaliza uma mudança de rota. O petista deve deixar em segundo plano a exaltação de suas gestões passadas para apostar em uma retórica de ataque. A estratégia foca em disseminar o medo sobre um eventual novo mandato da família Bolsonaro, tentando elevar a rejeição do adversário por meio de cenários hipotéticos negativos.
Os bastidores das campanhas reagiram aos primeiros números do Datafolha neste segundo turno. Para o time de Flávio Bolsonaro, o levantamento confirmou o favoritismo e a tendência de crescimento observada nas urnas.
O atual cenário mostra Flávio Bolsonaro com 52% das intenções de votos válidos, um avanço em relação aos 47% conquistados no primeiro turno. Já Lula, que obteve 45% da votação oficial, aparece agora com 48%, indicando uma dificuldade maior em ampliar sua base de apoio nesta reta final da disputa.
