O mercado financeiro brasileiro vive um dia de euforia nesta sexta-feira (09). O Ibovespa, principal índice da B3, opera em forte valorização, superando a barreira histórica dos 209 mil pontos. O otimismo dos investidores é alimentado por uma combinação de fatores positivos: o avanço de Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas presidenciais, a queda nas cotações internacionais do petróleo e o entusiasmo global com o setor de inteligência artificial.
No cenário político, as novas sondagens para o segundo turno trouxeram ânimo aos ativos brasileiros. O levantamento Atlas/Bloomberg aponta Flávio Bolsonaro com 51,1% das intenções de voto, contra 45,7% de Luiz Inácio Lula da Silva, indicando uma liderança sólida do candidato conservador. A pesquisa Datafolha também mostrou o senador na frente, registrando 49% contra 45% do petista. Esse movimento é visto pelo mercado como um sinal de continuidade de políticas de austeridade e liberdade econômica.
As ações da Petrobras (PETR3; PETR4) registram ganhos expressivos, acompanhando o clima favorável, apesar da queda do barril de petróleo no exterior. O setor de construção civil também se destaca, liderado pela MRV, que apresentou crescimento de quase 30% nas vendas líquidas no terceiro trimestre. No setor bancário, o Itaú Unibanco surge como o favorito do Goldman Sachs em um período de maior pressão sobre o crédito.
Na contramão da euforia, o IPCA de setembro apresentou alta de 0,82%, superando as projeções e acumulando 4,58% em 12 meses. O dado, ligeiramente acima do teto da meta, coloca o Banco Central em estado de alerta. Economistas avaliam que a pressão nos preços de serviços e o mercado de trabalho aquecido podem limitar o espaço para novos cortes na taxa Selic nas próximas reuniões do Copom.
Enquanto isso, no exterior, a administração Trump enfrenta questionamentos sobre o aumento do custo de vida nos EUA, associado a tarifas de importação e tensões geopolíticas. No Oriente Médio, a segurança marítima voltou ao radar após um projétil atingir uma embarcação próximo aos Emirados Árabes Unidos. Paralelamente, o enviado especial de Trump, Thomas Barrack, está sob escrutínio por supostas violações éticas envolvendo um projeto de oleoduto de US$ 15 bilhões que visa contornar o Estreito de Ormuz.
