Grandes nomes das redes sociais brasileiras, como Jojo Todynho, Jon Vlogs e o ex-BBB Davi Brito, iniciaram uma mobilização coordenada contra a Medida Provisória (MP) do governo de Luiz Inácio Lula da Silva que decreta o banimento das casas de apostas no Brasil. Sob a hashtag #NósApostamosNoBrasil, os influenciadores defendem que a proibição estatal sufoca um mercado legítimo e empurra os consumidores para a clandestinidade.

A ofensiva do Palácio do Planalto determina a interrupção imediata de novos depósitos e o desligamento completo de sites e aplicativos a partir de 6 de outubro. Em resposta, o setor argumenta que a canetada do governo ignora os investimentos bilionários feitos por empresas que buscaram a legalidade. Jon Vlogs, que possui 10,7 milhões de seguidores e é dono da plataforma Jonbet, é uma das vozes mais ativas no movimento, que contou com o apoio de entidades como a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR).

O setor de apostas defende que a solução para eventuais problemas sociais não reside no proibicionismo, mas sim em uma fiscalização rigorosa e na manutenção das regras de conformidade. > Regular é controlar, fiscalizar e proteger. Proibir é só perder o controle, afirmam as mensagens compartilhadas pelos criadores de conteúdo. O argumento central é que o banimento gerará perda de arrecadação tributária, demissões em massa e um ambiente de insegurança jurídica.

O cerco às apostas é visto nos bastidores como uma estratégia política do governo para tentar melhorar sua popularidade antes do período eleitoral, assemelhando-se a outras intervenções no consumo, como o fim da isenção para compras internacionais de baixo valor. Entretanto, a medida ignora que a União já arrecadou R$ 2,5 bilhões apenas em taxas de outorga, com cada empresa desembolsando R$ 30 milhões para operar dentro da lei.

O Ministério da Fazenda indicou que não pretende devolver os valores das outorgas pagos pelas empresas, o que deve desencadear uma enxurrada de ações judiciais. O IBJR estima que as indenizações pedidas na Justiça podem chegar à casa das dezenas de bilhões de reais, caso o Estado brasileiro rompa os contratos de exploração de quota fixa estabelecidos em 2023. Enquanto o governo tenta impor sua agenda, influenciadores como Rico Melquiades já sinalizam a saída do país, indicando o clima de incerteza gerado pelo intervencionismo estatal.