O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) barrou, em caráter imediato, a veiculação de peças publicitárias da campanha à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que continham ataques diretos ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e ao candidato Alfredo Gaspar. A decisão do ministro Nunes Marques, atual presidente da Corte Eleitoral, fundamenta-se na falta de provas que sustentem as acusações graves apresentadas no horário gratuito.

A propaganda petista tentava vincular Flávio Bolsonaro a suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro no âmbito do Banco Master. O senador é alvo de um inquérito da Polícia Federal que apura o financiamento do filme 'Dark Horse', sobre a vida de Jair Bolsonaro, pelo empresário Daniel Vorcaro. No entanto, o magistrado considerou que a forma como o tema foi exposto carece de base mínima e configura um ataque abusivo.

Além da ofensiva contra Flávio, o conteúdo da coligação de esquerda também atacava Alfredo Gaspar, associando-o a um suposto crime de estupro de vulnerável. Contudo, essa acusação já havia sido devidamente arquivada por absoluta falta de provas, o que torna a menção eleitoral uma tentativa de desinformar o eleitor sobre a ficha do candidato.

Ao justificar a suspensão, o ministro Nunes Marques ressaltou que o uso do horário eleitoral para imputações criminais sem fundamento desvirtua o propósito da propaganda gratuita. Segundo o presidente do TSE, permitir tal conduta transformaria um mecanismo de equilíbrio democrático em uma ferramenta de desestabilização da disputa, financiada com recursos públicos.

A campanha do PT, coordenada pelo marqueteiro Sidônio Palmeira, confirmou a interposição de recurso contra a decisão, na tentativa de manter a estratégia de desgaste dos adversários conservadores por meio de acusações de natureza criminal. Enquanto o caso segue no Judiciário, a suspensão impede que as falsas associações continuem a ser propagadas em rede nacional.