O mercado financeiro internacional reagiu com forte otimismo e entusiasmo à liderança de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno das eleições presidenciais. A sinalização de uma possível continuidade e fortalecimento de uma agenda econômica liberal e conservadora impulsionou os principais ativos brasileiros negociados nas bolsas de Nova York e Tóquio logo nas primeiras horas desta segunda-feira (5).
O EWZ (iShares MSCI Brazil ETF), principal fundo de índice brasileiro em Nova York, registrou uma valorização expressiva de 10,16% durante o after-hours, período de negociações que ocorre após o fechamento regular. O ativo saltou para US$ 42,06, refletindo a confiança dos investidores estrangeiros na vitória da direita. No pregão anterior, o fundo já havia demonstrado tendência positiva com alta de 2,83%.
No Japão, a resposta foi ainda mais vigorosa. O NEXT FUNDS Ibovespa Linked Exchange Traded Fund, que monitora o desempenho da bolsa brasileira em Tóquio, encerrou a sessão com uma alta robusta de 12,32%, cotado a 331 ienes. O movimento global indica que o mercado prefere a estabilidade institucional e as reformas estruturais associadas ao campo conservador em detrimento do retorno das políticas estatistas da esquerda.

A apuração oficial do Tribunal Superior Eleitoral, finalizada na madrugada desta segunda, consolidou Flávio Bolsonaro na primeira posição com 47,03% dos votos válidos (56,1 milhões de eleitores). O petista Luiz Inácio Lula da Silva ficou em segundo lugar, com 45,16% (53,8 milhões de votos). O resultado ratifica a força do bolsonarismo como o principal pilar de oposição ao projeto do PT.
O segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro, decidirá o futuro da nação em mais um capítulo da polarização entre a direita e a esquerda. Enquanto Lula tenta um inédito quarto mandato, Flávio Bolsonaro busca consolidar o que seria o segundo governo declaradamente conservador e de direita desde a redemocratização em 1985, prometendo manter o país na trilha da responsabilidade fiscal e da liberdade econômica.
