A crise humanitária no Nepal ganha contornos dramáticos após as severas inundações que atingiram o país. Segundo o levantamento mais recente da Associação de Produtores Independentes de Energia, cerca de 900 trabalhadores que atuavam em usinas hidrelétricas continuam desaparecidos. Até agora, apenas 361 funcionários do setor foram localizados e resgatados com vida.
O desastre concentrou-se com maior intensidade em áreas próximas à fronteira com a China, onde dezenas de empreendimentos hidrelétricos foram devastados pela subida repentina das águas. A situação é crítica, pois muitos desses operários ficaram isolados em canteiros de obras ou presos dentro de túneis de escavação, sem qualquer meio de comunicação com o mundo exterior.
Diante da complexidade da operação de resgate em estruturas subterrâneas, o governo nepalês formalizou um pedido de ajuda internacional. Especialistas em salvamento em túneis vindos da Índia e da China desembarcaram no país neste sábado (29) para colaborar nas buscas.
O Ministro das Relações Exteriores do Nepal, Shisir Khanal, reforçou a importância da cooperação externa durante um pronunciamento à imprensa.
Trata-se de uma assistência específica e especializada de nossos vizinhos amigos.
Além da tragédia humana, o impacto econômico no setor energético é severo. A Autoridade de Eletricidade do Nepal confirmou que pelo menos 12 usinas em operação foram forçadas a interromper as atividades devido aos danos. Outros 15 projetos que ainda estavam em fase de construção também sofreram avarias significativas, comprometendo o cronograma de expansão elétrica da nação.

