O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, confirmou nesta terça-feira (1º) a captura de Muein al Arabid, apontado como uma figura central na estrutura de segurança interna do Hamas na Faixa de Gaza. A detenção ocorreu em meio a uma incursão militar intensa que resultou em ao menos quatro mortes, incluindo três crianças, segundo relatos de autoridades locais e testemunhas no terreno.
De acordo com o comunicado oficial do governo israelense, Arabid é considerado um dirigente de alto escalão e teria desempenhado funções críticas para a organização. O Exército de Israel e o serviço de inteligência Shin Bet afirmam que ele foi levado para território israelense para passar por interrogatórios.
"Ele foi responsável por esconder e transferir nossos reféns, dar abrigo a altos funcionários do Hamas, além de fortalecer as capacidades da organização e tentar restabelecer as capacidades do grupo terrorista", declarou Netanyahu em nota oficial.
A versão apresentada pelo Ministério do Interior do Hamas diverge sobre as circunstâncias. O grupo alega que Arabid foi "sequestrado" após ser ferido em combate contra as forças israelenses. O órgão informou ainda que a esposa do dirigente faleceu na operação e que vários de seus filhos ficaram feridos.
Testemunhas relataram momentos de pânico durante a ação militar no oeste da Cidade de Gaza. Segundo moradores ouvidos pela agência AFP, houve disparos indiscriminados de veículos militares e uma sequência de bombardeios aéreos em um curto intervalo de tempo. Relatos apontam que a ofensiva durou cerca de 15 minutos, deixando um rastro de destruição e feridos.
Embora Israel atribua a Arabid a gestão dos reféns capturados em outubro de 2023, fontes de segurança em Gaza contestam essa versão. Segundo essas fontes, a atuação do dirigente seria focada na contraespionagem, supervisionando a identificação e repressão de colaboradores de Israel dentro do território palestino.
A operação acontece em um contexto de fragilidade diplomática. Apesar de um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos estar em vigor desde outubro de 2025, os episódios de violência permanecem frequentes. Dados do Ministério da Saúde local indicam que mais de 1.300 palestinos morreram desde o início da trégua teórica, enquanto Israel registrou a perda de seis pessoas, entre militares e pessoal de apoio, no mesmo intervalo.

