Um levantamento comparativo de despesas públicas revelou que a manutenção do Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil consome mais recursos do que o financiamento da monarquia do Reino Unido. Os dados apontam uma discrepância significativa entre os orçamentos das duas instituições no último ano fiscal.
De acordo com o levantamento, o custo total da Suprema Corte brasileira atingiu a marca de R$ 897,6 milhões. Em contrapartida, os cofres britânicos destinaram R$ 645,1 milhões para o custeio da Família Real, valor que inclui as despesas oficiais da coroa e a manutenção de propriedades vinculadas à monarquia.
A análise detalha que a maior parte do orçamento do STF é direcionada para o pagamento de pessoal, incluindo ministros, juízes auxiliares e o corpo técnico de servidores, além de gastos com segurança e infraestrutura tecnológica. No caso britânico, o repasse, conhecido como Sovereign Grant, é calculado com base nos lucros das propriedades da coroa e cobre as atividades oficiais e viagens da realeza.
A comparação levanta debates sobre a eficiência e o tamanho da máquina pública no Brasil. Críticos pontuam que, embora as funções de um tribunal constitucional e de uma monarquia parlamentarista sejam distintas, a diferença de quase R$ 250 milhões entre os dois orçamentos chama a atenção pelo impacto nas contas públicas nacionais.
Historicamente, o Judiciário brasileiro é apontado como um dos mais caros do mundo em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). O STF, como órgão de cúpula, reflete essa estrutura de custos elevados, que frequentemente supera orçamentos de instituições internacionais de grande porte, como demonstra este paralelo com a casa real britânica.
