Quarto colocado na corrida presidencial, Renan Santos (Missão) veio a público nesta quarta-feira, 7, para rechaçar interpretações de internautas sobre um suposto sinal de apoio a Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A polêmica teve início após o político compartilhar em suas redes sociais a instalação de novas cortinas vermelhas em sua residência, o que foi lido por alguns como uma sinalização subliminar ao petismo.

O candidato explicou que a escolha da cor e do tecido teve motivações puramente funcionais: bloquear a incidência de luz solar matinal para melhorar a qualidade do sono. Renan afirmou que a claridade o despertava excessivamente cedo e que buscava maior conforto térmico e lumínico em seu quarto.

Eu odeio o PT, eu jamais vou votar no Lula, tá bom? Para com isso. Isso aqui é só uma cortina. Eu só estou perguntando para vocês se acharam que ficou legal. Tá todo mundo doente.

O episódio reflete a polarização acentuada do cenário eleitoral, onde até elementos de decoração doméstica são escrutinados sob a ótica da guerra política. O líder do partido Missão, braço partidário do MBL, reiterou sua postura de equidistância crítica em relação aos dois finalistas do segundo turno, rotulando tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro (PL) de maneira pejorativa.

Renan Santos, que obteve 2,24% dos votos válidos no pleito, garantiu que não foi procurado por articuladores do governo ou do centrão e que não pretende se envolver em negociações de apoio. Segundo ele, sua militância tem liberdade de voto, enquanto seu foco pessoal se voltará agora para a estruturação interna de sua legenda e projetos culturais, como o lançamento de um disco.

O desempenho do Missão nas eleições de 2026 foi modesto. A sigla, que tenta se consolidar como uma alternativa à direita tradicional e ao bolsonarismo, elegeu apenas dois representantes em um universo de quase 500 candidaturas lançadas, evidenciando os desafios de capilaridade enfrentados pelo grupo fora das redes sociais.