A Ri Happy, tradicional gigante do setor de brinquedos, protocolou no último domingo (18) um pedido de recuperação extrajudicial. O objetivo da companhia é reestruturar um passivo que atinge a cifra de R$ 827,4 milhões. A medida ocorre em um momento estratégico para a empresa, buscando fôlego financeiro em meio aos desafios do varejo nacional.
Diferente da recuperação judicial tradicional, o modelo extrajudicial permite que a empresa estabeleça um plano de renegociação diretamente com seus credores antes de levar o acordo à homologação do Judiciário. Até o momento, detentores de R$ 308,8 milhões da dívida — o que corresponde a 42,38% do total contemplado no plano — já sinalizaram positivamente e aceitaram as bases da negociação.
O movimento da varejista ocorre pouco mais de um mês após a BluSun Capital assumir o controle do grupo, em uma operação anunciada em agosto. A nova gestão encara agora o desafio de sanear as contas e garantir a sustentabilidade da marca em um mercado competitivo.
Em nota, a Ri Happy afirmou que a iniciativa é parte fundamental de seu processo de reestruturação financeira. O foco é otimizar a estrutura de capital para assegurar a continuidade das operações e o atendimento aos consumidores, mantendo a relevância de suas lojas no cenário comercial brasileiro.
