O músico britânico Roger Waters, conhecido por sua militância política de esquerda e por passagens polêmicas pelo Brasil, voltou a intervir no cenário eleitoral nacional. Em vídeo publicado em suas redes sociais nesta terça-feira (20), o ex-integrante do Pink Floyd declarou apoio explícito à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e desferiu ataques pessoais à família Bolsonaro, em especial ao senador Flávio Bolsonaro (PL), que disputa o segundo turno contra o petista.
Utilizando um tom agressivo, Waters insultou o parlamentar e seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, chamando ambos de 'babacas'. Sem apresentar provas, o roqueiro alegou que o senador estaria alinhado aos interesses dos Estados Unidos para, supostamente, entregar recursos naturais brasileiros em benefício da família de Donald Trump. O artista, que já se encontrou com Lula no Palácio do Planalto em 2023, descreveu o petista como um 'homem honesto'.
Na gravação, Waters faz um apelo dramático pela mobilização de eleitores, sugerindo que as pessoas levem até mesmo idosos com dificuldade de locomoção às urnas, de qualquer maneira necessária. O músico defendeu que a participação eleitoral deveria atingir níveis irreais, próximos a 100%, superando significativamente os 78% registrados na primeira etapa do pleito.
O britânico também explorou politicamente a morte da vereadora Marielle Franco, ocorrida em 2018, utilizando o episódio para pedir votos em Lula. A estratégia de Waters ecoa a narrativa da campanha petista, que busca desgastar a imagem de Flávio Bolsonaro ao citar sua antiga relação de gabinete com familiares de Adriano da Nóbrega, ex-policial militar associado a milícias.
Além da interferência do músico estrangeiro, o cenário cultural de esquerda se mobilizou internamente. Integrantes de bandas como Fresno, CPM 22 e Dead Fish lançaram a faixa 'Quem Você Vê?', parte do projeto Megazord, reforçando o coro artístico em favor da permanência do PT no poder. O engajamento de celebridades e artistas internacionais tem sido uma marca da tentativa da esquerda de influenciar a opinião pública nesta reta final de campanha.
