O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou nesta quarta-feira, 7, que o regime do Irã não detém mais o domínio sobre o Estreito de Ormuz. Durante pronunciamento em Atenas, na Grécia, o chefe da diplomacia americana destacou que a circulação de petróleo na região está sendo normalizada, atingindo patamares muito próximos aos observados antes da eclosão do conflito direto entre Washington e Teerã.
Há quase tanto petróleo fluindo agora quanto havia antes do início deste conflito, afirmou Rubio.
Para o governo dos Estados Unidos, a manutenção do fluxo comercial é uma prova clara de que as ameaças iranianas de paralisar a economia global falharam. O Estreito de Ormuz é considerado a artéria mais vital do mercado energético mundial, conectando o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã. Em tempos de normalidade, aproximadamente um quinto de todo o petróleo e gás natural liquefeito consumido no planeta transita por esse corredor estratégico.
Apesar dos dados apresentados pelos EUA, a teocracia iraniana mantém um discurso de confronto. Mohammad Reza Naghdi, assessor do comando da Guarda Revolucionária, rebateu as afirmações de Rubio, alegando que o estreito permanece sob controle das forças de Teerã. O regime sustenta que a passagem continuará obstruída até que uma lista de exigências políticas e econômicas seja integralmente atendida pela Casa Branca.
A retórica beligerante do Irã ocorre em um momento de instabilidade no mar. Dados recentes apontam que, entre o fim de setembro e o início de outubro, foram registrados pelo menos 12 incidentes envolvendo navios cargueiros e petroleiros na zona de conflito. Este volume representa o maior pico de hostilidades semanais desde o começo das operações militares.
Marco Rubio aproveitou a ocasião para reforçar a eficácia da política de pressão máxima adotada pelos Estados Unidos. Segundo o secretário, as sanções econômicas impostas pelo governo americano devastaram as finanças de Teerã, reduzindo a capacidade do regime de financiar atividades de desestabilização regional. Rubio reiterou que a prioridade inegociável da administração americana é garantir que o Irã jamais obtenha capacidade nuclear, condição que deve nortear qualquer tentativa futura de diálogo.
