Em declaração concedida a jornalistas na Casa Branca nesta quarta-feira (3), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avaliou positivamente o atual estado dos laços diplomáticos com o Brasil. Durante a entrevista coletiva no Salão Oval, o republicano evitou mencionar diretamente o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas destacou uma mudança de orientação política no continente como fator determinante para a aproximação.

Para Trump, a região passa por um processo de transição ideológica que favorece os interesses de Washington. O presidente norte-americano afirmou que as nações sul-americanas estão abandonando governos de esquerda em direção à direita, o que teria resultado em um aumento do respeito internacional pelos Estados Unidos. Segundo ele, o cenário atual é oposto ao de dois anos atrás, quando, em sua visão, o país não era respeitado na América Latina.

Ao comentar sobre sua influência política fora das fronteiras americanas, Trump atribuiu a si próprio um papel relevante nos recentes processos eleitorais da vizinhança. Ele declarou ter colaborado para a vitória de diversos líderes regionais.

Temos muitas pessoas — na Argentina, por exemplo, há muitas pessoas que ajudei a eleger — e essa parte do nosso hemisfério está realmente se tornando muito diferente do que era.

Embora tenha sido questionado sobre a possibilidade de instalar novas bases militares na América do Sul, motivada pela cooperação estreita com nações como Colômbia e El Salvador, o líder norte-americano não apresentou uma resposta direta sobre o tema. Ele preferiu manter o foco na guinada política conservadora que, segundo sua análise, domina a região no momento e fortalece a aliança com a sua administração.