O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adotou um tom de tolerância zero após o ataque perpetrado pelos Houthis contra o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, na Arábia Saudita, neste sábado (10). O líder republicano classificou a ofensiva como 'terrível' e sinalizou uma mudança de postura de Washington, indicando que o governo americano pode participar diretamente de operações militares ao lado dos sauditas contra o grupo iemenita, que é financiado pelo regime do Irã.

Trump pretende discutir pessoalmente a situação com o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman. Além da possível resposta militar, o presidente norte-americano afirmou que planeja endurecer e reavaliar a posição dos EUA em relação a Teerã, dado que o Irã é o principal patrocinador da instabilidade na região através de seus satélites terroristas.

O balanço inicial aponta que a investida deixou 309 feridos, além de provocar o caos no tráfego aéreo internacional, com diversos voos cancelados e desviados. A gravidade do episódio elevou o alerta sobre a segurança das rotas globais de energia, especialmente no Estreito de Bab el-Mandeb, ponto vital para o escoamento de petróleo.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, também se manifestou de forma enérgica, confirmando a morte de um cidadão americano no ataque. Rubio condenou o que chamou de 'desrespeito flagrante pela vida de civis inocentes' e reafirmou a aliança inabalável com o Reino da Arábia Saudita.

Esses ataques repreensíveis devem parar agora. Nós nos solidarizamos com o Reino da Arábia Saudita e seu povo e apresentamos nossas condolências às vítimas e suas famílias.

A coalizão liderada por Riade classificou o ato como um crime de guerra e prometeu uma resposta 'decisiva'. Segundo o major-general Turki Al-Malki, porta-voz das forças conjuntas, a ação viola todas as normas do direito internacional humanitário.

Informações de inteligência ocidentais indicam que o Irã conseguiu preservar sua capacidade de produção de mísseis e drones, mesmo sob pressão de bombardeios anteriores de Israel e dos EUA. Há também relatos de que a Rússia estaria fornecendo armamentos a Teerã, o que fortalece o arsenal dos Houthis e intensifica a ameaça às forças democráticas e aos aliados do Ocidente no Oriente Médio.