O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) validou, nesta quarta-feira, os pedidos de registro de seis chapas que pretendem disputar a Presidência da República no pleito de 2026. Entre os nomes autorizados a concorrer estão o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o ex-governador mineiro Romeu Zema (Novo). As deliberações ocorreram por unanimidade durante uma sessão virtual extraordinária da Corte.

Além dos três nomes citados, a Justiça Eleitoral deu sinal verde para as candidaturas de Samara Martins (UP), Hertz Dias (PSTU) e Edmilson Costa (PCB). Com a decisão, as chapas estão oficialmente aptas a realizar campanha para o pleito de outubro. A relatoria dos processos ficou a cargo dos ministros André Mendonça e Estela Aranha.

As composições aprovadas são: Lula com Geraldo Alckmin (PSB); Flávio Bolsonaro com Alfredo Gaspar (PL); Samara Martins com Raquel Brício (UP); Romeu Zema com Eduardo Girão (Novo); Hertz Dias com Vanessa Portugal (PSTU); e Edmilson Costa com Cleusa Santos (PCB). De acordo com o entendimento do TSE, todos os grupos cumpriram as exigências documentais, os ritos constitucionais e as normas estabelecidas pela Lei de Inelegibilidade.

Ainda restam sete processos na fila de análise do tribunal. Aguardam julgamento os pedidos de: Augusto Cury e Júlio Delgado (Avante); Renan Santos e Coronel Medina (Missão); Wilson Grassi e Suêd Haidar (Democrata); Rui Costa Pimenta e Antônio Carlos (PCO); Ronaldo Caiado e Gilberto Kassab (PSD); Clariana Barão e Fabiana Torquato (DC); e Pablo Marçal com Leonardo Avalanche (PRTB).

Neste ciclo eleitoral, foram submetidos 13 pedidos de candidatura presidencial, um incremento em relação aos 12 registrados nas eleições de 2022. O julgamento para os cargos de presidente e vice é de competência exclusiva do TSE, enquanto os registros para outros postos eletivos ficam sob a responsabilidade dos tribunais regionais (TREs).

Em uma decisão paralela, o ministro Dias Toffoli autorizou que o candidato Wilson Grassi (Democrata) retome suas atividades de campanha, incluindo o uso de verbas do fundo eleitoral, veiculação de propaganda e participação em debates. Anteriormente, as atividades estavam suspensas devido à falta de comunicação tempestiva de perfis de redes sociais à Justiça. Apesar da liberação das verbas e propaganda, o registro definitivo da candidatura de Grassi ainda não foi julgado, e seus perfis digitais continuam excluídos dos algoritmos de recomendação das plataformas. O caso também foi enviado à Procuradoria-Geral Eleitoral para investigação de possíveis irregularidades.