A capital fluminense e municípios vizinhos enfrentaram uma madrugada de caos e apreensão nesta quarta-feira (30), sob o impacto de ventanias severas que atingiram a marca de 91 km/h. O cenário de instabilidade forçou o Centro de Operações Rio (COR) a elevar o nível de alerta para o estágio 2, sinalizando riscos reais de alto impacto para a população, enquanto a Defesa Civil mobilizava alertas via celular para prevenir tragédias.
O balanço inicial aponta a queda de pelo menos cinco árvores de grande porte em vias cruciais da cidade, evidenciando a vulnerabilidade da infraestrutura urbana diante de intempéries. As ocorrências foram concentradas em bairros como Tijuca (nas ruas Barão de Pirassinunga e Conde de Bonfim), Centro (Avenida Alfred Agache), Flamengo (Avenida Rui Barbosa) e Botafogo (Rua Barão de Itambi). Equipes de limpeza e manutenção foram acionadas para liberar o tráfego e garantir a segurança dos pedestres.
De acordo com as medições oficiais, o Forte de Copacabana foi o ponto mais castigado, registrando rajadas de 91 km/h. O fenômeno meteorológico não se restringiu à capital, alcançando cidades como Silva Jardim, Saquarema e Maricá, onde os ventos chegaram a 70 km/h. O deslocamento da chuva, que teve início na Zona Oeste e na Baía de Sepetiba, avançou gradualmente para a região sudoeste da capital após a meia-noite.
Apesar do susto, o Rio de Janeiro retornou ao estágio 1 de monitoramento na manhã de hoje, uma vez que o risco imediato de temporais moderados a fortes diminuiu. Contudo, o calor intenso permanece como um desafio para o cidadão: a previsão aponta que os termômetros podem bater os 38°C ao longo do dia no estado, exigindo atenção redobrada com a saúde e a hidratação.
Diante do cenário de ventanias intensas, o Centro de Operações reforça a necessidade de cautela. A recomendação é que a população evite permanecer embaixo de árvores ou coberturas metálicas e mantenha a atenção redobrada ao dirigir em áreas expostas, priorizando sempre a preservação da vida e da ordem pública.
